Lançamentos literários Janeiro de 2020

sexta-feira, janeiro 10, 2020


Oi Bookaholic's, tudo bom? Estão preparados para os lançamentos incríveis de 2020? Este ano promete, e o mês de Janeiro já começou com tudo. 

Vamos lá? 

Diálogos de Olhos, estreia de Saulo Pessato no gênero crônica, é um livro memorialista. Tanto melhor, é o caso de se dizer! Sendo a crônica um gênero que entrelaça realidade e ficção, e a memória sendo esse artefato imaterial que altera nossas percepções sobre o passado, o resultado é que essa conjunção entre gênero e estilo afasta a obra de qualquer tipo de personalismo confessional, transformando-a num baú de experiências com as quais facilmente podemos nos identificar. Em uma das crônicas, aliás, Pessato acaba definindo, sem a pretensão de definir, o que é essa coisa meio indefinível chamada memória. Nem sei se foi isso mesmo o que eu disse. Estava tão nervoso com o momento, que não lembro nem se falei qualquer coisa. Modificando o real, preenchendo lacunas, apagando preenchimentos para tornar a preenchê-los com ficções travestidas de realidade, a memória imiscuiu-se de tantas formas naquelas pequenas fendas contidas entre as palavras, que acabou transformando-se numa espécie de coautora do livro. Nada mal para um autor que, mesmo declarando-se super esquecido em uma das crônicas, escreveu um livro todo feito de não esquecimentos.

Apesar do início do verão em Highlands, o sopro do vento parecia anunciar um começo de inverno. Depois de Allister ter vestido a jaqueta de couro, que estava carregando pendurada em seu ombro, para se aquecer, ele segurou impulsivamente a mão de Lumia. No momento em que os dedos de suas mãos se cruzaram, Lumia sentiu uma excitação muito forte em todo seu corpo e, de fato, o coração dela estava batendo mais acelerado. Allister teve a mesma sensação, enquanto o corpo dele pareceu tremer, como se sua alma oscilasse dentro de si. Mas mesmo assim ele não soltou a mão da amiga, porém à apertou, carinhosamente, com mais força. Os dois por fim voltaram suas faces, uma em direção à outra, ao mesmo tempo, e então se encararam nos olhos e ficaram presos entre aquele troca olhares durante alguns segundos. A cor azul dos olhos e ficaram presos entre aquela troca olhares durante alguns segundos. A cor azul dos olhos de Lumia estava tão vidrante, que se pareciam com um par de pedras de água marinha bem lapidadas, brilhantes à luz do sol, muito diferentes da sua tonalidade normal de azul-anil. E as íris castanhas dos olhos de Allister assumiam um tom avermelhado, como a cor do céu no alvorecer de uma nova manhã. Alguns segundos depois, as palavras que Allister não gostaria de ter dito, quebraram aquele prazeroso silêncio entre os olhares: – Vamos entrar, porque aqui está realmente frio…

“Quando o amor acontece é inútil resistir.” Após ser cruelmente traída por um homem ao qual grande parte da vida dedicou, Milena Andrade mergulhou em um profundo período de recolhimento e solidão, entregando-se de corpo e alma à carreira. O carioca Rafael Queiroz tinha uma vida tranquila e ordenada. Era apaixonado por seu trabalho, pelo vôlei de praia e pelas noitadas agitadas e pervertidas com as mais lindas mulheres. Era chegado o momento de Milena se reerguer e ser verdadeiramente feliz, ainda que sozinha. Rafael, por sua vez, continuaria em seu mundo perfeito onde tudo era devidamente organizado e controlado à sua maneira. O que eles não sabiam era que a vida tinha outros planos e muitas armadilhas. Do amor, principalmente.


Obra-prima de Louisa May Alcott, Mulherzinhas é uma emocionante trama que reúne drama familiar, romance histórico e inspirações autobiográficas. No auge da Guerra Civil Americana, o senhor March se junta às frentes de batalha. Em casa, suas filhas têm de conviver com as dificuldades econômicas e a busca pela realização de seus sonhos. Meg almeja um bom casamento. Beth quer apenas ajudar os pais nos cuidados do lar. Amy, a mais jovem, sonha com riqueza e status, enquanto a impulsiva Jo deseja ser escritora ― em uma versão semibiográfica da própria Alcott. Esta é a história de amadurecimento dessas quatro jovens. Mulherzinhas aborda questões feministas de forma leve e aberta e ao mesmo tempo exalta valores como a virtude, a igualdade de gênero e a realização individual. A obra foi novamente adaptada para o cinema em 2019 em uma superprodução com participação de Meryl Streep, Emma Watson e Laura Dern. Mulherzinhas foi publicado nos Estados Unidos pela primeira vez em dois volumes. A primeira parte, em 1868. Em virtude do grande sucesso da obra, Louisa May Alcott apressou-se em produzir uma sequência que seria publicada no ano seguinte. Essa segunda parte, em alguns países, ganhou o título de Good Wives (Adoráveis Esposas). São esses dois textos que se encontram compilados nesta edição integral.

Livro que inspirou o filme Adoráveis Mulheres, de Greta Gerwig. Edição da Penguin-Companhia traz as aventuras das quatro irmãs March com prefácios de Patti Smith e Elaine Showalter. Mulherzinhas é considerado um dos livros mais influentes de todos os tempos. Ultrapassando a barreira das idades, esse romance é lido com a mesma paixão por adultos e jovens. A história das irmãs March se tornou um clássico feminista que reflete sobre a tensão entre obrigação social e liberdade pessoal e artística para as mulheres. Cada leitor terá sua irmã favorita: a independente Jo, a delicada Beth, a bela Meg ou a artista Amy. Essas quatro mulheres e sua mãe, Marmee, enfrentam com diligência e honra as privações da Guerra Civil americana, e se tornaram um sucesso instantâneo já em 1868. “Muitos livros maravilhosos me fascinaram, mas, com Mulherzinhas, algo extraordinário aconteceu. Eu me reconheci, como num espelho, naquela menina comprida e teimosa que disputava corridas, rasgava as saias subindo nas árvores, falava gírias e denunciava as afetações sociais. Uma menina que podia ser encontrada encostada num enorme carvalho com um livro, ou em sua escrivaninha no sótão, debruçada sobre um manuscrito. Ela era Josephine March. […] Uma menina americana do século XIX que teimava em ser moderna. Uma menina que escrevia. Como incontáveis meninas antes de mim, vi como modelo uma que não era como as outras, que possuía alma revolucionária, mas também noção de responsabilidade. Sua dedicação à sua arte me deu meu primeiro vislumbre do processo do escritor e fui tomada pelo desejo de abraçar essa vocação. Os passos em falso que ela dava, dos cômicos aos ousados, eram invejáveis, e me concediam permissão para dar os meus.” ― Patti Smith
“Talvez este diário explique as coisas melhor do que eu jamais conseguiria. Se puder, leia.” Depois de um término repentino com Matt Harrison, Katie encontra, na porta de sua casa, um pacote com um diário, deixado por Matt. Ao folhear aquelas páginas, ela descobre coisas que não esperava sobre o passado de seu namorado. Um Diário Para Recomeçar é uma emocionante história de amor que se constrói página a página. Cada revelação é mais uma nuance sobre seus personagens. Cada descoberta é mais um fio a ligar vidas que o destino entrelaçou. E mais um ponto positivo para James Patterson: sua experiência com a escrita de thrillers policiais caiu muito bem aqui. O leitor nunca vai imaginar como a história de Um Diário Para Recomeçar termina. – The New York Times. Patterson é um autor incrível (neste livro, sua escrita brilha pela forma como ele cria histórias dentro de histórias e versos). Esse salto de James Patterson para outro gênero literário não prejudica em nada sua reputação como mestre da ficção policial. – Publishers Weekly Dessa vez, James Patterson escreveu uma história de amor tão cheia de reviravoltas quanto qualquer thriller. – Revista People
Pouco depois de se mudar para Nova Orleans em busca de alavancar sua carreira de bailarina, Clara Campbell se encontra mergulhada em solidão e incertezas, tendo na companhia de uma vizinha idosa seu único alívio para a melancolia que ameaça dominá-la todos os dias. E é durante uma visita a essa amiga que Clara toma conhecimento de uma antiga lenda sobre as bonitas e decrépitas estruturas da Fazenda Windisle, uma atração turística local. Segundo a lenda, os espíritos apaixonados que tiveram o trágico desenrolar de sua história na propriedade ainda vagam pela mansão, mesmo depois de 150 anos do ocorrido. Obcecada com a lenda do “muro que chora”, Clara decide conhecer o local, tido como desabitado, mas descobre ali um morador solitário e alquebrado, Jonah Chamberlain. Em um breve diálogo através do muro, ambos sentem a chama de uma conexão se acender imediatamente. Mas como Jonah conseguirá permitir a aproximação de Clara, a despeito de suas cicatrizes? Esta é uma história de tristeza e triunfo, de solidão e afeto, e que mostra que até mesmo os corações mais machucados podem dar uma segunda chance ao amor.
PRIMEIRO VOLUME DA TRILOGIA BEVELSTOKE. Julia Quinn já vendeu mais 1 milhão de livros pela Editora Arqueiro. “O timing perfeito de Julia Quinn para o humor permanece intacto. Este romance bem-escrito, divertido e delicado é diversão garantida.” – Publishers Weekly. Aos 10 anos, Miranda Cheever já dava sinais claros de que não seria nenhuma bela dama. E já nessa idade, aprendeu a aceitar o destino de solteirona que a sociedade lhe reservava. Até que, numa tarde qualquer, Nigel Bevelstoke, o belo e atraente visconde de Turner, beijou solenemente sua mãozinha e lhe prometeu que, quando ela crescesse, seria tão bonita quanto já era inteligente. Nesse momento, Miranda não só se apaixonou, como teve certeza de que amaria aquele homem para sempre. Os anos que se seguiram foram implacáveis com Nigel e generosos com Miranda. Ela se tornou a mulher linda e interessante que o visconde previu naquela tarde memorável, enquanto ele virou um homem solitário e amargo, como consequência de um acontecimento devastador. Mas Miranda nunca esqueceu a verdade que anotou em seu diário tantos anos antes. E agora ela fará de tudo para salvar Nigel da pessoa que ele se tornou e impedir que seu grande amor lhe escape por entre os dedos.
A mais famosa história de horror de todos os tempos em edição bolso de luxo. Obcecado pela ideia de dar vida à matéria inanimada, o cientista Victor Frankenstein entra em pânico e foge quando finalmente consegue ter sucesso criando um monstro feito de restos humanos. Entregue ao abandono e à rejeição, a criatura vai atrás do seu criador, em busca de respostas e vingança. Mais famosa história de horror de todos os tempos, Frankenstein impressiona pela capacidade de causar arrepios ainda hoje, mais de duzentos anos após a sua publicação. Impressiona também pelo poder de nos fazer refletir de forma profunda sobre temas tão atuais como a solidão, o preconceito e a prepotência humana. Com tradução do escritor Santiago Nazarian, autor de romances que flertam com o suspense e o terror psicológico, essa edição bolso de luxo da coleção Clássicos Zahar, traz o texto integral e uma instigante apresentação. A versão impressa apresenta ainda capa dura e acabamento de luxo.
Vocês estão aguardando algum lançamento para este mês? 

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